...permanente na minha inconstância,
inquieta na minha comodidade.
Pinto a realidade com alguns sonhos,
e transformo alguns sonhos em cenas reais.
Choro lágrimas de rir
e quando choro pra valer não derramo uma lágrima.
Amo mais do que posso e, por medo, sempre menos do que sou capaz.
Busco pelo prazer da paisagem e raramente pela alegre frustração da chegada.
Quando me entrego, me atiro e quando recuo, não volto mais.
Prefiro as noites porque me nutrem na insônia, embora os dias me iluminem quando nasce o sol.
Não acredito em duendes, santos ou feitiços.
Não vou à missa.
Nem faço simpatias.
Mas, rezo pra algum anjo de plantão e mascaro minha fé naquilo que acredito.
Quando é impossível, debocho.
Quando é permitido, duvido.
Não aposto em jogo de cartas marcadas.
Penso mais do que falo.
E falo muito, nem sempre o que você quer saber.
Eu sei.
Gosto de cara lavada — exceto por um traço preto no olhar.
Mas há uma mulher em algum lugar em mim que usa caros perfumes, maquiagens, roupas de grife e brilho no olhar, quando se traveste no que não é.
Se você perceber qualquer tipo de constrangimento, não repare, eu não tenho pudores
mas, não raro, sofro de timidez.
E note bem: não sou agressiva, mas defensiva.
Impaciente onde você vê ousadia.
Falta de coragem onde você pensa que é sensatez.
Mas não me leve a sério,
sei que nada é definitivo.
Nem eu sou o que penso que eu sou.
Nem nós o que a gente pensa que tem.
Sou apenas uma menina mulher.
_texto adaptado de Martha Medeiros
quarta-feira, 23 de abril de 2008
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Um comentário:
lindoooo amoor ;)
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